Igor Jeftić lamenta carreira de ator em entrevista à Abendzeitung sobre Die Rosenheim-Cops
Em entrevista à Abendzeitung, Igor Jeftić disse que lamenta ter sido ator e questiona o sentido da atuação durante as gravações da 26ª temporada de Die Rosenheim-Cops na ZDF.
Na sexta-feira, 15 de agosto de 2026, veículos de entretenimento alemães deram ampla cobertura a uma entrevista da Abendzeitung München com Igor Jeftić, o ator que interpreta o inspetor-chefe Sven Hansen na longeva série policial da ZDF, «Die Rosenheim-Cops», desde 2009. Na conversa, o ator de 54 anos disse que lamenta ter se tornado ator, questionou se as histórias televisivas têm valor social real e descreveu a escala de gravação nas primeiras horas da manhã da série como uma provação diária à qual nunca se acostumará.
Nota do editor: Este artigo baseia-se na entrevista da Abendzeitung München e na sua republicação por veículos alemães, incluindo TV Spielfilm, Focus, Moviepilot e BUNTE, em 15 de agosto de 2026.
Dos palcos de Berlim ao inspetor-chefe de Oberbayern
Nascido na Sérvia, Jeftić construiu a carreira na Alemanha pelo teatro e pela televisão antes de conseguir o papel que definiria sua imagem pública. Atuou em papéis iniciais em séries como «Liebling, ich habe die Kinder geschrumpft» e trabalhou em Berlim até 2009, quando entrou em «Die Rosenheim-Cops» como Kommissar Sven Hansen.
A franquia da ZDF — ambientada em Rosenheim e arredores, na Alta Baviera — é um pilar da televisão dominical alemã há décadas. O Hansen de Jeftić, ao lado de colegas como as Kommissarin interpretadas por Maximilian Brückner e outros ao longo dos anos, tornou-se um dos rostos centrais do programa. Os fãs acompanharam as investigações, as paisagens bávaras e o tom procedural leve por mais de duas dúzias de temporadas.
| Detalhe | Informação |
|---|---|
| Ator | Igor Jeftić, 54 anos |
| Papel | Inspetor-chefe Sven Hansen |
| Série | «Die Rosenheim-Cops» (ZDF) |
| Desde | 2009 |
| Próxima temporada | Temporada 26, prevista para o outono de 2026 |
Para os espectadores na Alemanha — e para o próprio Jeftić — a série ofereceu trabalho estável e amplo reconhecimento. A cobertura de 15 de agosto mostrou que essa estabilidade não silenciou um conjunto mais profundo de perguntas sobre o que a atuação deveria realizar.
«Às vezes duvido muito do sentido de atuar»
Jeftić disse à Abendzeitung que suas dúvidas não nascem do tédio no set nem da perda de prazer no ofício. Ele ainda sente prazer no trabalho em si. O que o incomoda é uma questão de propósito mais ampla: se a atuação e o drama televisivo contribuem o suficiente para a sociedade além do entretenimento.
«Às vezes duvido muito do sentido de atuar», disse ao jornal muniquense. Argumentou que filmes e séries deveriam levar o público a refletir sobre suas próprias escolhas e comportamentos — e, ainda assim, sente que essa mensagem mais profunda muitas vezes não chega. «Além de ser divertido: por que contamos tantas histórias se ninguém aprende com elas? Só por entretenimento? Isso às vezes me parece simplesmente pouco.»
Essa linha de pensamento levou a uma avaliação pessoal direta. Quando perguntado se lamentava sua trajetória profissional, Jeftić respondeu afirmativamente — não porque não goste de atuar, mas porque gostaria de ter escolhido um trabalho com o que chamou de influência mais direta no mundo. Não especificou uma profissão alternativa nos trechos publicados, mas o enquadramento era claro: contar histórias na televisão, mesmo em um programa de sucesso, nem sempre lhe parece impacto suficiente.
Veículos alemães que republicaram a entrevista em 15 de agosto destacaram o quão incomum era tanta franqueza de um ator tão ligado a um formato policial de conforto. «Die Rosenheim-Cops» é feita para visualização semanal confiável, não para debate existencial — e, ainda assim, os comentários de Jeftić convidaram exatamente a esse tipo de reflexão sobre para que serve a televisão popular.
O desgaste por trás das cenas de crime bávaras
Além da filosofia, Jeftić falou de forma prática sobre o que torna «Die Rosenheim-Cops» exigente ano após ano. Os cronogramas de produção da série exigem horários de chamada muito cedo, muitas vezes bem antes do nascer do sol, dia após dia.
«Uma crueldade é acordar tão cedo, todos os dias, bem antes do nascer do sol», disse à Abendzeitung. «Nunca vou me acostumar com isso.» Ele suspirou diante da rotina na entrevista, tratando os inícios ao amanhecer como um tributo permanente do trabalho, e não como algo que a experiência suavizaria.
Também apontou uma desvantagem estrutural do trabalho em séries de longa duração: janelas de gravação sobrepostas em «Die Rosenheim-Cops» entraram repetidamente em conflito com outros projetos, limitando sua disponibilidade em outros trabalhos. «Uma desvantagem é, naturalmente, que você só está condicionalmente disponível para outros projetos porque os períodos de gravação se sobrepõem — isso aconteceu muitas vezes», disse.
Para um intérprete que pesa legado e impacto, essas restrições acrescentam outra camada: um único papel querido pode ancorar uma carreira e, ao mesmo tempo, estreitá-la.
A temporada 26 segue em frente — sem saída prevista
Apesar dos arrependimentos e dos alarmes matinais, Jeftić não está deixando Sven Hansen. A cobertura alemã de 15 de agosto foi explícita: ele pretende continuar na franquia. A temporada 26 está prevista para começar a ser exibida no outono de 2026, e Jeftić já está de volta à produção.
Essa continuidade importa para a ZDF e para os espectadores que acompanham Hansen há quase duas décadas. A entrevista de Jeftić se lê menos como uma carta de demissão e mais como um balanço de meio de carreira exposto em público — um que separa a satisfação no trabalho do sentido da vida, e a lealdade a uma série das dúvidas sobre a profissão em si.
Por enquanto, o Kommissar Hansen continuará investigando em Oberbayern. Atrás das câmeras, seu ator principal continuará se perguntando se contar histórias policiais no domingo à noite é o melhor uso de uma vida de trabalho — mesmo enquanto aparece antes do amanhecer para filmá-las.
Discussão
A entrevista de Jeftić situa-se na interseção do ofício, da televisão de conforto e da pergunta sobre o que os espectadores realmente tiram das histórias que já apreciam.
1. As séries policiais populares devem ser julgadas principalmente como entretenimento ou como veículos de reflexão moral?
Jeftić quer que a televisão mude como as pessoas agem, não apenas como passam uma noite. Isso é uma expectativa justa para um procedural de longa duração da ZDF — ou um fardo injusto sobre um formato feito para a familiaridade?
2. Quanto os arrependimentos pessoais dos atores sobre a carreira deveriam importar para os espectadores?
Ele permanece em «Die Rosenheim-Cops» enquanto deseja abertamente ter escolhido um caminho com mais capacidade de mudar o mundo. Essa honestidade aprofunda o respeito pelo trabalho ou complica o prazer de assistir?
Se você acompanha «Die Rosenheim-Cops» há anos — a franqueza de Jeftić muda como você vê o programa, ou apenas como vê a pessoa por trás de Sven Hansen?
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