Corinthians empata 0-0 com Rosario Central na ida das oitavas da Libertadores após expulsão de Allan
Corinthians empatou 0-0 com Rosario Central em 13/8/2026 na ida das oitavas da Libertadores. Hugo Souza decisivo, Allan expulso; volta em 20/8 em São Paulo.
Na quinta-feira, 13 de agosto de 2026, o Corinthians empatou em 0-0 com o Rosario Central no Estádio Gigante de Arroyito, em Rosário, Argentina, no jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores. O time brasileiro terminou com 10 jogadores após a expulsão do meia Allan no minuto 80, mas o goleiro Hugo Souza teve uma atuação decisiva para manter o placar agregado empatado antes do jogo de volta em 20 de agosto na Neo Química Arena, em São Paulo.
A noite também foi marcada por um grave incidente fora de campo. Por volta do 20º minuto do segundo tempo, Hugo Souza relatou supostos insultos racistas vindos da arquibancada, levando o árbitro uruguaio Andrés Matonte a ativar o protocolo antirracismo da CONMEBOL. Jogadores como o capitão do Rosario, Ángel Di María, pediram calma entre os torcedores da casa durante uma paralisação que coincidiu com uma pausa para hidratação.
Nota do editor: Este artigo baseia-se em dados da partida da BBC Sport, reportagens ao vivo da Infobae / EFE e cobertura pós-jogo de veículos brasileiros como Placar e Terra, de 13 a 14 de agosto de 2026.
Resumo da partida
| Detalhe | Informação |
|---|---|
| Competição | CONMEBOL Copa Libertadores — Oitavas de final, jogo de ida |
| Data | Quinta-feira, 13 de agosto de 2026 |
| Local | Estádio Gigante de Arroyito, Rosário, Argentina |
| Placar final | Rosario Central 0–0 Corinthians |
| Agregado | 0–0 (volta em 20 de agosto na Neo Química Arena, São Paulo) |
| Árbitro | Andrés Matonte (Uruguai) |
| VAR | Christian Ferreyra |
Estatísticas principais da partida
| Estatística | Rosario Central | Corinthians |
|---|---|---|
| Posse de bola | 57% | 43% |
| Finalizações | 16 | 5 |
| Finalizações no gol | 2 | 1 |
| Escanteios | 12 | 0 |
| Passes (precisão) | 406 (76%) | 332 (72%) |
| Desarmes | 16 | 26 |
| Cortes | 6 | 56 |
| Defesas | 1 | 2 |
| Faltas cometidas | 16 | 11 |
| Cartões amarelos | 3 | 2 |
O Rosario Central dominou o território e direcionou 16 finalizações contra cinco do Corinthians, vencendo os escanteios por 12–0. A equipe de Fernando Diniz respondeu com um bloco defensivo baixo — 56 cortes — e as duas defesas de Hugo Souza, incluindo paradas tardias em chutes de Di María e Gastón Ávila, para sair da Argentina com um ponto.
Contexto: dois líderes de grupo, uma vaga
Ambos os clubes chegaram como líderes de grupo na Libertadores 2026:
| Clube | Grupo | Desempenho | Observações |
|---|---|---|---|
| Corinthians | Grupo E | Liderou com 11 pontos | Avançou à frente de Peñarol, Rosario Central e UCV |
| Rosario Central | Grupo H | Terminou em primeiro com 13 pontos | Venceu o grupo sem derrotas; Ángel Di María liderou o ataque |
Este foi o primeiro confronto eliminatório continental desde um duelo da Libertadores de 2000, quando as equipes se repartiram vitórias em casa e fora na fase de grupos. Em 2026, as apostas eram maiores: apenas os gols no agregado em dois jogos decidiriam quem avança às quartas de final.
O Corinthians viajou sem Memphis Depay, cujo contrato não foi renovado dias antes do confronto, deixando Pedro Raúl como referência sob o comando de Fernando Diniz. O Rosario, comandado por Jorge Almirón, apostou em Di María, Jaminton Campaz e Enzo Copetti para explorar o mando de campo no Gigante de Arroyito.
Autoridades locais impuseram medidas rígidas de segregação para torcedores visitantes, com zonas de amortecimento nas arquibancadas e procedimentos de saída escalonados — um lembrete da atmosfera tensa que costuma cercar clubes brasileiros na Argentina.
Como o jogo se desenrolou
Primeiro tempo: Hugo Souza cedo, um empate cauteloso
Almirón escalou o Rosario em 4-2-3-1 com Jeremías Ledesma no gol e Di María atuando atrás de Copetti. Diniz espelhou a formação com Hugo Souza atrás de uma defesa de quatro com Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu, com Allan e Raniele protegendo a zaga.
O Rosario começou mais forte. Por volta do minuto 11, Campaz obrigou Hugo Souza a uma defesa de longe, e Copetti testou o goleiro do Corinthians logo em seguida. O Corinthians ofereceu pouco no ataque — apenas uma finalização no gol em toda a partida — mas manteve a estrutura defensiva para chegar ao intervalo em 0-0.
A disciplina se desgastou antes do apito final. Breno Bidon foi advertido no minuto 44, Enzo Copetti recebeu amarelo nos acréscimos e Matheuzinho foi advertido no 45’+5 enquanto o Rosario pressionava por um gol antes do intervalo que nunca veio.
Segundo tempo: protocolo antirracismo, expulsão de Allan, Rosario frustrado
O Rosario elevou o ritmo após o intervalo. Di María e Campaz combinaram com mais nitidez, e por volta do minuto 62 Ávila chutou com força após uma bola solta, mas Hugo Souza negou o gol.
Veio então o momento mais grave da noite. Hugo Souza alertou Matonte sobre supostos insultos racistas vindos da torcida. O árbitro ativou o protocolo antirracismo — um procedimento da CONMEBOL que pode incluir anúncios, pausas e escalada se os abusos continuarem. A paralisação coincidiu com uma pausa para hidratação; Di María e outros jogadores do Rosario pediram calma aos torcedores.
Em campo, a tarefa do Corinthians ficou mais difícil no minuto 80, quando Allan recebeu o segundo cartão amarelo por falta no reserva Federico Navarro, já tendo sido advertido por uma entrada em Campaz. O Rosario passou a ter vantagem numérica nos últimos 10 minutos mais seis de acréscimo.
Os mandantes avançaram em bloco. Di María chegou mais perto do gol, forçando outra grande defesa de Hugo Souza. O Rosario também teve pedido de pênalti por mão de Raniele revisado pelo VAR e negado. Apesar de 12 escanteios e pressão sustentada, a equipe de Almirón não encontrou o gol — e o Corinthians segurou o 0-0 que leva o confronto de volta a São Paulo empatado.
Cronologia dos lances principais
| Minuto | Lance |
|---|---|
| 11’ | Campaz testa Hugo Souza; goleiro do Corinthians defende |
| 31’ | Vicente Pizarro (Rosario) advertido |
| 44’ | Breno Bidon (Corinthians) advertido |
| 45’+2 | Copetti (Rosario) advertido |
| 45’+5 | Matheuzinho (Corinthians) advertido |
| ~62’ | Hugo Souza defende chute de Ávila após falta de Di María |
| ~65’ | Protocolo antirracismo ativado após relato de Hugo Souza |
| 80’ | Allan expulso (segundo amarelo) por falta em Navarro |
| ~87’ | Hugo Souza nega Di María; VAR rejeita pênalti do Rosario |
| 90’+6 | Fim de jogo — 0-0 |
O que significa para os dois clubes
Corinthians: um ponto fora valioso sob pressão
Para o Corinthians de Diniz, sair de Rosário com clean sheet e agregado empatado conta como um bom resultado de ida — especialmente após jogar o trecho final com 10 homens e em meio ao incidente racista.
Hugo Souza foi o grande destaque, e a disciplina defensiva que produziu 56 cortes mostrou uma equipe disposta a sacrificar a posse para seguir viva na competição. O custo é a suspensão de Allan para a volta, que testará a profundidade do meio-campo do Corinthians na Neo Química Arena.
O Corinthians também segue engajado no cenário doméstico. O clube enfrenta uma agenda congestionada em agosto no Brasileirão ao lado deste confronto eliminatório.
Rosario Central: domínio sem recompensa
O Rosario verá a noite como uma oportunidade perdida. O Canalla controlou a bola, ganhou uma dúzia de escanteios e terminou com 16 finalizações — mas não conseguiu furar o bloqueio organizado do Corinthians nem após a expulsão de Allan.
Di María e Campaz criaram as melhores chances, mas a equipe de Almirón careceu do fio necessário para punir um visitante que jogava pela sobrevivência. Com a volta no Brasil, o Rosario precisa marcar na Neo Química Arena para avançar — uma vitória por 1-0 levaria aos pênaltis; qualquer outro resultado eliminaria o time.
Próximos jogos
| Clube | Próximo jogo | Competição |
|---|---|---|
| Corinthians | Dom., 17 de agosto — vs. Cruzeiro (C) | Brasileirão Série A |
| Corinthians | Qui., 20 de agosto — vs. Rosario Central (C) | Libertadores oitavas de final, volta |
| Rosario Central | Qui., 20 de agosto — no Corinthians (F) | Libertadores oitavas de final, volta |
O vencedor avança às quartas de final. A final da Copa Libertadores 2026 está programada como jogo único em 28 de novembro no Estádio Centenario, em Montevidéu, Uruguai.
Discussão
O Corinthians sobreviveu a uma noite tensa em Rosário com o confronto empatado — mas o Rosario Central vai se perguntar como não converteu tanta vantagem territorial em casa.
1. O Rosario Central teve 16 finalizações e 12 escanteios, mas não marcou nenhum gol, mesmo após a expulsão de Allan no minuto 80 deixar o Corinthians com 10 homens. Foi falta de definição, ou a disposição defensiva de Fernando Diniz venceu o duelo tático?
Jorge Almirón precisa de uma abordagem mais direta desde o apito inicial em São Paulo, ou bastou uma noite inspirada de Hugo Souza para separar o Rosario de uma vantagem na ida?
2. O relato de Hugo Souza sobre supostos insultos racistas vindos da arquibancada levou à ativação do protocolo antirracismo da CONMEBOL durante a partida. Como as autoridades do futebol devem responder quando incidentes assim ocorrem em confrontos eliminatórios de alto risco — e que mensagem isso envia antes da volta no Brasil?
Compartilhe para onde você acha que vai este confronto de oitavas da Libertadores — e se o Corinthians consegue proteger o clean sheet na Neo Química Arena sem Allan no meio-campo.
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